SAÚDE
Quanto tempo demora para ficar imunizado depois da vacina?
Para ficar protegido da doença, o sistema imunológico precisa criar a imunidade protetora, composta por anticorpos neutralizantes, que impedem a entrada do vírus na célula.
“Com duas semanas, já se detecta a proteção, mas a maior quantidade de anticorpos é registrada um mês após o término da vacinação, com variações individuais”, explica Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
Este tempo de resposta pode variar de pessoa para pessoa de acordo com faixa etária e o sistema imunológico, segundo Levi, e também por aleatoridade, segundo Luiz Vicente Rizzo, diretor superintendente de pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein. “Tem uma parte da nossa resposta imune que é determinada por aleatoriedade (chance)”, diz o médico.
Além dos anticorpos, o nosso corpo também produz resposta imune celular. No caso da Covid-19, essa resposta depende das células T (ou linfócitos T), explica Rizzo. Essas células produzem ação antiviral por meio da produção de citocinas ou da eliminação de células infectadas. Segundo o médico, a resposta celular pode demorar um pouco mais para aparecer do que a criação de anticorpos, mas este tempo não foi medido nos testes clínicos.
A resposta celular é a principal diferença entre as cinco principais vacinas contra a Covid-19, segundo Carlos R. Zárate-Bladés, pesquisador do Laboratório de Imunorregulação da Universidade Federal de Santa Catarina. De acordo com o pesquisador, é possível separá-las em dois grupos: em um deles, a Coronavac, que tem uma resposta celular mais fraca; no outro, as vacinas de Oxford, Pfizer, Moderna e Sputnik, com forte resposta imune celular.
Efeito da primeira dose
Entre as vacinas disponíveis no Brasil, a de Oxford foi a única que mediu a proteção adquirida depois da primeira dose. De acordo com os dados publicados, a eficácia da vacina é bem semelhante para quem tomou apenas uma dose e para tomou as duas: cerca de 70%. O que muda é a duração da proteção.
Os resultados dos testes da vacina, publicados na revista científica “The Lancet”, mostraram que a eficácia foi medida 21 dias depois da aplicação da primeira dose da vacina, o que significa que há “uma proteção de curta duração após a primeira dose”.
Segundo os especialistas, a segunda dose da vacina garante uma maior duração da proteção, embora estudos ainda não tenham descoberto quanto tempo ela pode durar.
Já a Coronavac não mediu eficácia com uma dose nos testes clínicos realizados no Brasil. Por isso, não é possível saber se a vacina é capaz de oferecer proteção, mesmo que de curta duração. Mas o intervalo mínimo entre as doses (14 dias) é praticamente o mesmo tempo que o corpo leva para criar a resposta imune.
-
PREFEITURA DE GARANHUNS2 semanas atrásFESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS INICIA PROCESSO DE CREDENCIAMENTO PARA IMPRENSA
-
SAÚDE3 semanas atrásMinistério da Saúde descontinua temporariamente vacinação contra dengue
-
BRASIL2 semanas atrásBancos terão expediente especial em dia de jogos do Brasil na Copa; confira horário
-
EDUCAÇÃO1 semana atrásLula sanciona piso salarial de R$ 5.130 para professores da educação básica
-
ÚLTIMAS NOTÍCIAS3 semanas atrásClassificação do PCC e CV como terroristas entra em vigor nesta sexta
-
SAÚDE4 semanas atrásCuidado, câncer: O daroxonrasib chegou
-
ÚLTIMAS NOTÍCIAS2 semanas atrásSenado Aprova: Novo piso salarial para médicos e dentistas
-
MEIO AMBIENTE2 semanas atrásSemana do Meio Ambiente 2026: Garanhuns realiza plantio simultâneo de 2.500 árvores nativas

