JOSENILDO BATISTA
Diz o ditado que “Tudo tem o seu preço” – Será?
Vamos aos fatos:
Você já sentiu aquela mágoa profunda, talvez pelo fato de ter sido dispensado de um emprego? Eu já. E confesso que não é fácil. É um baque e dos grandes. Mas, imagine quando isso acontece em uma empresa na qual o funcionário foi colocado na função meramente por amizade ou favor. Será que neste caso existe algum compromisso profissional duradouro entre empregador e empregado?
Neste caso, a perda do emprego quando acontece, é algo já esperado, pois se o contrato de trabalho tivesse sido efetuado mediante Concurso, dificilmente a empresa dispensaria este funcionário sem que houvesse uma justa causa.
Vemos então, que tudo tem o seu preço. Igualmente acontece quando servimos a algo ou alguém por vários anos, e de repente somos dispensados sem mais nem menos. Talvez nos sintamos como que descartados, jogados fora.
“Saiba que o fato de você ser considerado o queridinho, o competente, o esforçado, e demais adjetivos, não garantem sua permanência na preferência dos seus superiores. Ao contrário, na primeira oportunidade em que eles considerarem você dispensável, o descartarão”.
Então meu amigo, minha amiga, não se iluda nem se engrandeça quando conseguir um empreguinho de prefeitura, uma vaga numa lojinha do comércio local, um serviço de atendente seja lá do que for, ou até de gari. Saiba que tudo tem o seu preço. Se você entrou por meios legais e pelos seus esforços, pela sua competência, talvez permaneça por algum tempo, ou até sua aposentadoria.
No entanto, se seu emprego é meramente o resultado de um ajeitadinho, apadrinhamento, ou talvez por meio de apoio político, promessa de campanha de determinado candidato ou coisa do tipo. Saiba que seu tempo está contado. Mais cedo ou mais tarde a conta chega!
E no caso de servir a outros, ou entidades seja qual for a atividade, imaginando conquistar a confiança, o respeito, o reconhecimento pelos seus esforços e dedicação, saiba que tudo depende da visão de quem está no comando. Talvez para uns você até mereça créditos. Mas para outros, talvez você não passe de mais uma carta do baralho, que pode ser ou não descartada.
Então, diante de tais fatos temos que nos convencer de que se tudo tem o seu preço, um dia a conta chega. Independente do que você faça e aonde você execute sua função. Para uns um pouco mais tarde. Para outros, mais cedo do que se imaginava. Essa é a verdade!
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