DIVERSOS
Três ferramentas que governos usam para controlar sua população
Para que um governo consiga implementar mandos e desmandos, submissão e controle são palavras-chave
Seria desnecessário dizer que o mundo é governado por elites políticas que, apesar de fingirem inimizade, trabalham unidas para que seus objetivos comuns sejam postos em prática. Mas como atualmente a definição de óbvio parece ter sido mudada, creio que cabe o registro.
Para que possam governar sem que se perceba que a população é o que menos importa e para que todos se mantenham resignados, os governos têm lançado mão de três ferramentas básicas: suborno, ameaça e mentira.
De acordo com uma análise do Instituto Mises Brasil (IMB), que promove liberdade de mercado e para a sociedade, qualquer medida governamental é uma variante dessas três ações básicas, pois “o governo está sempre ameaçando alguém, comprando apoio de alguém por meio da distribuição de benesses ou mentindo”.
Segundo o IMB, para comprar a lealdade e o apoio de seus escolhidos, o governo repassa para alguns parte do dinheiro de todos, ou seja, tem total liberdade para fazer uso dos impostos ao seu bel-prazer e de acordo com seus próprios interesses.
Para coletar esses impostos, o governo recorre a ameaças, pois uma pessoa física que sonega impostos pode ser presa. Já uma empresa que não recolhe seus tributos pode ficar com os bens indisponíveis, além de o proprietário ir para a cadeia e arcar com uma multa que pode ser até cinco vezes maior do que o imposto devido.
E para justificar a ameaça e manter a população sob controle, os governos criaram a mentira de que entregar boa parte de sua renda ao Estado é um “dever cívico” e que “impostos são o preço da civilização”. Para o IMB, “a complexidade organizacional do Estado e o fato de sua existência ser coberta por um véu ideológico e pragmático impedem que as pessoas enxerguem a perversidade da sua verdadeira natureza.”
Diante disso, fica difícil citar alguma atividade governamental que não faça uso dessas três ferramentas básicas. A diferença está apenas na dosagem: nos países onde a população se submete mais, o Estado consegue intervir mais, e nos países onde a população é mais crítica, o Estado se vê obrigado a intervir menos.
Isso explica muito sobre o Brasil, um país onde grande parte da população não apenas ama, mas clama por mais intervenção governamental, mesmo sendo um Estado que cobra muito e entrega pouco. O preço da falta de civilização é que tem nos custado muito caro.
Patrícia Lages / R7
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