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Brasil pode quebrar monopólio chinês de terras raras com vulcão descoberto em MG
O país, que tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, projeta se tornar o líder global em até uma década, segundo especialistas
Com a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China, o Brasil já está com projetos em andamento para extrair minérios estratégicos para a indústria da tecnologia. O destaque vai para um projeto em Poços de Caldas, Minas Gerais, onde um vulcão extinto há 120 milhões de anos abriga uma imensa jazida.
Essa reserva, descoberta em 2012, é composta por argilas iônicas ricas em terras raras, como o neodímio. Esse elemento é fundamental para a fabricação de “super ímãs”, que são vitais para tecnologias de ponta, incluindo motores elétricos, geradores, robótica e equipamentos de ressonância magnética.
A exploração está avançando rapidamente. Em apenas 15% da área analisada, já foram identificadas 2 bilhões de toneladas de argilas, o que garante pelo menos 20 anos de mineração. Uma grande vantagem é que a extração pode ser feita com escavações mais simples, já que o material não está em solo profundo.
Especialistas preveem que, em 5 a 10 anos, a produção de terras raras do vulcão de Poços de Caldas pode suprir de 30% a 40% da demanda mundial, desafiando o monopólio chinês. Além disso, os primeiros passos para criar uma cadeia de produção local desses super ímãs já foram dados em Minas Gerais.
Com cerca de 800 km², a cratera – também chamada de plantalto – de Poços de Caldas, que engloba os municípios mineiros de Poços de Caldas, Andradas, Caldas, além de Águas da Prata em São Paulo, pode gerar 300 milhões de toneladas de terras raras, segundo o geólogo Álvaro Fochi, que foi o responsável por encontrar a jazida no início dos anos 2010.
De acordo com o geólogo Paulo Henrique Silva Lopes, os solicitantes de área de pesquisa têm até 3 anos para desenvolverem os estudos e apresentar um relatório. Somente depois deste documento é possível fazer um pedido de lavra do solo.
“Tem muita ocorrência não descoberta. Mesmo que não haja uma geologia clara, é feita a solicitação na esperança de encontrar algo porque a região está ‘em cima do veio’ “, explica.
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