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Polícia prende médica que cortou genitália do ex-namorado
A médica condenada em 2013 por mandar cortar o pênis do ex-noivo, foi encontrada pela Policia Militar na noite deste sábado na Maternidade Otaviano Neves, na rua Ceara, no bairro Santa Efigênia, região centro-sul de Belo Horizonte. Segundo informações da Polícia Militar, Myriam Priscilla Rezende de Castro, 35, estava em tratamento médico na maternidade. A PM recebeu a informação por meio de uma denúncia anonima, em uma ligação feita às 19h42. Em seguida militares foram ao local e confirmaram que Myriam estava no local. Existe a informação de que ela estava na unidade há vários dias.
Entenda o caso:
A médica Myriam Priscilla Castro mandou cortar o pênis do ex-noivo, Wendel José de Souza, em Juiz de Fora, na Zona da Mata, em 2002. O órgão foi extraído com uma faca, por dois homens contratados pela mulher. A vítima, que havia terminado o noivado três dias antes da data marcada para o casamento, não morreu.
Condenação
Myriam foi condenada a seis anos de prisão e capturada em Pirassununga (SP). Desde abril de 2014, ela cumpre pena no Complexo Penitenciário Estevão Pinto, na capital. Em julho, a detenta foi autorizada a trabalhar fora, mas tem que passar as noites na prisão.
Ela era considerada como foragida pela Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds), depois de ter deixado de retornar para o Complexo Penitenciário Estevão Pinto, no bairro Horto, quando saiu para trabalhar no dia 28 de janeiro.
O advogado da médica, Giovanni Caruso Toledo, já havia informado que ela está grávida de gêmeos, em situação delicada de saúde, estava internada em uma maternidade, mas não havia informado qual. Caruso estaria acompanhando a médica desde a chegada dos policiais ao local. Os militares solicitaram que uma escolta fosse enviada para a maternidade.
A assessoria de comunicação da Seds divulgou que a médica não comprovou a gravidez e se recusou a fazer exames no presídio. O advogado, porém, argumenta que a informação da gestação deveria ter sido repassada ao Judiciário, como foi feito, segundo ele, e não à unidade prisional.
“Ainda antes da internação, eu protocolei petição na Vara de Execuções Penais informando a gravidez ao juiz, com cópia à secretaria. A transferência dela para o Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade já estava autorizada. Houve falha de comunicação entre Seds e Judiciário”, disse o defensor.
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