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Parentes e amigos de prefeitos atuavam como laranjas em fraude de prefeituras de PE
Parentes e amigos próximos do prefeito de Agrestina, no Agreste do Estado, e do secretário da administração eram laranjas da uma organização criminosa que fraudava processos licitatórios nos municípios de Agrestina, Panelas, Jurema, Água Preta, Lagoa dos Gatos, Bom Conselho, Jupi, Iati, Riacho das Almas e Angelim.
Conforme a Polícia Federal (PF), em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (15), o grupo abria empresas-fantasmas e fechava negócios com as prefeituras envolvidas. Empresas essas que foram criadas em 2013, justamente no início do mandato dos prefeitos. Além disso, emendas parlamentares foram destinadas para as prefeituras que estavam em processo de tratativa com empresa de origem escusas.
De acordo com informações preliminares da PF, as buscas foram realizadas em Agrestina, Caruaru (Prefeitura não faz parte do esquema), Garanhuns (não faz parte do esquema) e São João(não faz parte do esquema, locais onde moram os integrantes dos cartéis e empresas). Porém apenas, Agrestina fazia parte do esquema.
Estão citados na investigação o prefeito de Agrestina, Thiago Lucena (PMDB), e o secretário de articulação política de Agrestina, Márcio Avelar Pimentel. Todas as seis empresas estavam no nome de algum parente do secretário e de alguma pessoa próxima a ele, inclusive o filho dele, Márcio Avela Filho, que é chefe do gabinete do prefeito.
A participação do Tribunal de Contas de Pernambuco se deu por meio da realização de uma auditoria especial na cidade de Agrestina, para analisar a prestação de serviços de transporte escolar. As empresas fiscalizadas nessa auditoria tinham contratos com diversas outras prefeituras.
Três empresas de Caruaru estavam sendo favorecidas com a contratação em licitações fraudulentas. São elas: Princesa do Agreste Empreendimentos LTDA., Skalla Incorporadora LTDA., Arcan Locadora dos Eventos e Multi-serviços e projetos LTDA.
No TCE, a próxima etapa será a notificação dos interessados para apresentação de defesa. Ainda não há data para julgamento.
Cosa Nostra
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Cosa Nostra, em ação conjunta com o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas do Estado, para desarticular uma organização criminosa instalada em diversas prefeituras do Agreste do Estado. Agentes públicos municipais são suspeitos de fraudar processos licitatórios, utilizando laranjas, direcionando seus resultados.
O valor dos recursos públicos destinados às empresas investigadas para beneficiar políticos, parentes e empresários gira em torno de R$ 100 milhões.
NE10 – Editoria de Política
Com informações de Marcela Balbino e TV Jornal Caruaru
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